Plano de Atividades
Qual(ais) das minhas competências quero melhorar/mudar e porquê?
Sinto que devo melhorar a minha capacidade de lidar com a ansiedade e com a falta de motivação que provém das minhas frustrações. A ansiedade limita-me, não me permite relaxar, e, por isso, preciso de conseguir encontrar um equilíbrio que me permita dar a volta a situações em que me sinta ansiosa. Relativamente à falta de motivação, entendo que esta existe também, devido à ansiedade, que me deixa extremamente frustrada. A forma como tenho lidado, até agora, com a frustração, é desistir.
Para além da ansiedade e motivação, sinto que preciso de melhorar a minha qualidade de sono, sendo que o sono ou a falta dele é um aspeto influenciador das crises de ansiedade.
Que ação(ões) preciso de implementar para realizar esta(s) mudança(s)?
1- Explicar às pessoas que me rodeiam o que sinto;
2- Deixar que as pessoas que me rodeiam me ajudem;
3- Encarar os problemas, enfrentá-los;
4- Conversar com a minha psicóloga sobre formas para contornar a ansiedade e a falta de motivação;
5- Encontrar uma ocupação;
6- Criar rotinas;
7- Organizar uma agenda e cumpri-la;
8- Aprender técnicas que me permitam dormir melhor.
Que ajuda e suporte precisarei e de quem?
Preciso que os meus amigos, a minha família e a minha psicóloga não me permitam desistir dos objetivos que tracei (como por exemplo, terminar a licenciatura), e que me ajudem a relaxar nas alturas em que posso fazê-lo.
A quem posso perguntar?
Amigos
Família
Psicologa

Monitorização 1
Sendo que um dos meus objetivos é combater a ansiedade, de forma a poder viver de uma forma mais livre, o primeiro passo que dei foi conversar com a minha família sobre o assunto. Apesar de já saberem da questão da ansiedade e de estarem disponíveis para me ouvir, eu sempre tentei não falar muito sobre as imagens que me vinham à cabeça para que de alguma forma, isso não me consumisse ainda mais.
Assim sendo, tendo em conta que tomei a decisão de enfrentar o problema para que consiga superá-lo com ajuda, conversei, de facto sobre aquilo que sinto e penso quando estou com ansiedade.
Desta forma, da próxima vez que tiver com ansiedade, a minha família vai perceber o género de coisas que me passam pela cabeça e podem ajudar-me de uma forma mais eficaz.
Para além da minha família, pedi à minha psicóloga que me ensinasse técnicas de respiração para controlar a ansiedade.
Monitorização 2
Combater a ansiedade é um processo bastante demorado, por isso, decidi pôr em prática as técnicas para dormir melhor, sendo que, quanto mais cansada estiver, mais ansiedade terei e mais difícil será lidar com ela.
Quando estamos cansados tudo parece pior, as dores normais que sentimos no nosso corpo parecem muito mais intensas e a ansiedade acaba por trazer o resto. Se estiver cansada não consigo combater a falta de motivação que se mantém cada vez mais presente este semestre. Estou a ter menos aproveitamento escolar e por isso decidi que preciso de descansar bem à noite.
Para isso, pedi ajuda à minha mãe no trabalho de pesquisa de técnicas e de aspetos que podem ou não influenciar uma boa noite de sono.
Aprendi que não devo, de todo, estar com o telemóvel antes de dormir, por causa da luz (aparentemente não deixa o cérebro descansar)e posso ou devo ouvir música que relaxante (pode ajudar).
O desfio foi não entrar numa crise de ansiedade e contrariar os pensamentos, tem sido difícil cumprir, acho que o truque, assim sendo, poderá passar por gastar mais energia durante o dia para estar mais cansada fisicamente à noite.
Monitorização 3
Relativamente à falta de motivação, fiz aquilo a que me propus: organizei uma agenda e tenho cumprido as tarefas que lá coloco. Talvez não totalmente, mas tenho tentado. Este semestre tem sido difícil, não estou a gostar particularmente de algumas cadeiras e os trabalhos de grupo estão a ser complicados. Tenho feito tudo sozinha e isso deixa-me esgotada, o sentimento de estar a trabalhar para os outros deixa-me completamente exausta e faz-me querer desistir porque sinto que tenho o peso todos em cima dos meus ombros. Perco o tempo que tenho para mim e para os meus trabalhos individuais. Relativamente aos trabalhos individuais, acima de tudo, não tenho motivação nenhuma.
Pedi à minha irmã e à minha mãe que me fizessem cumprir a agenda e elas estão a ajudar-me. Mais uma vez, tem sido complicado porque o meu primeiro instinto é desistir, mas, tenho conseguido agarrar-me à ideia das férias e que o próximo ano será o último da licenciatura.
Depois, em conjunto com a minha psicóloga, cheguei à conclusão de que desmotivação e vontade de desistir se devem ao facto de não querer falhar. Falhar na faculdade, principalmente, descer as notas, desiludir-me a mim e aos outros. A solução passa por relativizar o falhanço. Todos temos direito a ele.
Monitorização 4
Ainda não consegui arranjar uma ocupação que não seja ver séries, preciso de algo que me estimule, mas sendo que o semestre está a terminar, entendo que o melhor será fazer essa procura nas férias.
Até que cheguem as férias vou tentar manter a cabeça ocupada participando ativamente na vida política da minha cidade para que possa contribuir para a mudança.
Talvez no verão ou no início do próximo semestre vá para a natação, para me cansar fisicamente.
